Braind

Brands with brains.

suporte

20040927-1.jpg

Quando hoje vi um e-mail onde um jovem tatuava temporariamente publicidade no seu corpo e se disponibilizava a andar em tronco nu, servindo assim de suporte publicitário, levou-me a pensar o que virá a seguir.

Um dos principais desafios que as agências enfrentam hoje em dia é a adequação correcta da campanha aos suportes, tendo em conta o público-alvo. Publicidade nos telemóveis, no msn messenger, nos carrinhos de supermercado ou até mesmo nos automóveis familiares, são algumas das soluções encontradas recentemente e têm um objectivo comum: Chamar a atenção do consumidor. Existe claramente uma tentativa geral dos anunciantes serem criativos. De explorar todas as alternativas. De destacar-se da “multidão” de informação que chega ao prospect (potencial consumidor) todos os dias, todos os minutos, todos os segundos.

Mas será que o problema está, e só, no excesso de exposição publicitária a que o consumidor está sujeito, ou o problema passa também por uma inadequada selecção de meios para veicular a campanha? Ou, por outras palavras, não adequar a campanha consoante os meios escolhidos.

Exemplo: se a nossa campanha está planeada para ser veiculada em imprensa e outdoors, o que normalmente se verifica é a transposição de toda a informação do anúncio de imprensa para o outdoor. Ora, o tempo de exposição destes meios é completamente diferente. Quem pega numa revista tem, à partida, mais tempo para “absorver” a informação que está a ser veiculada do que quem passa num automóvel à saída de uma localidade a 50 km por hora.

Fica a pergunta: valerá a pena investir em outdoors quando a nossa campanha é tendencialmente informativa (racional), ou devemos seleccionar um suporte que permita passar a mensagem mais eficazmente?

É claro que uma campanha informativa também pode ser veiculada pela publicidade exterior (outdoors e mupis), mas neste caso temos de adequar a mensagem e reduzir a mesma de forma a destacar o essencial. O básico. Aquelas três ou quatro palavras que definem a campanha. A nata. Nem que seja apenas um endereço para um website que completa a mensagem. É claro que os exemplos poderiam ser variados, mas, mais do que buscarmos formas criativas de veicular publicidade, devemos ser criativos na maneira como usamos os suportes já disponíveis.

No comments yet»

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: